segunda-feira, 2 de abril de 2012

GUILDVENTURES, MISSÃO 1: COMEÇANDO






O orvalho dava um belo toque ao cenário,ajudando a luz do sol e o canto de alguns pássaros na tarefa de anunciar que o dia havia amanhecido a não muito tempo...


O barulho de grilos podia ser ouvido por aquele pequeno bosque, como uma parte pequena, mas ao mesmo tempo indispensável... da "sinfonia" que era formada por todos aqueles diferentes sons.

Um belo riacho de águas claras e calmas passava por ali, enquanto belos peixes podiam ser ouvidos pulando. De fato, as águas eram tão claras que qualquer um podia até mesmo vê-los... o que não ajudava na hora de capturá-los com anzóis, já que eles simplesmente observavam as iscas com aquele olhar vazio que só os peixes fazem quando acham que são mais espertos que você.

A grama aparentava receber o mais perfeito tratamento. Qualquer um que ali passasse poderia jurar que havia alguém auxiliando seu crescimento. Mas na verdade, que homem poderia tratar a uma planta melhor do que a natureza?

E era nesse cenário, a beira das águas, que aquele rapaz se encontrava deitado, em sono profundo.

Seus cabelos eram curtos e negros. Trajava uma roupa comum para a época:Uma espécie de túnica vermelha,um par de luvas e de botas. Além disso,tinha consigo uma espada. Nada de muito especial, só uma espada curta comumente usada. Esse era Demétrius Delvarood. Nascido em 08 de junho e sendo portanto do signo de gêmeos, era um rapaz de 19 anos e 1,73 de altura. Tinha olhos azuis e a respeito de seu físico estava a meio-termo entre ser musculoso ou magro.


Como já foi dito, ele se encontrava em sono profundo, até que...


– DEEEEEMÉTRIUSSSSSSSSSSS!!!


– QUÊ? COMO? - o rapaz acordava de repente,instintivamente levando a mão a bainha da espada, mas ao divisar um vulto feminino na distância largou a arma -Ah, não, ela de novo não... crápula!

Se levantando as pressas,ele limpava parte da grama de seu corpo e saía correndo, rezando para que "ela" não tivesse percebido. Infelizmente, nosso protagonista não é muito sortudo e a garota o percebeu.


– Demétrius!?Demétrius Delvarood, volte aqui, você prometeu que ia comigo para a Guilda!!!


Mas o rapaz corria como um gato,o que acabou obrigando a garota a começar a segui-lo.


– Droga!!!A Bridget com certeza vai querer me arrastar, nem que seja a força! Tá, eu prometi, mas só por isso ela acha que eu tenho que ir?

Apesar do pensamento dele não ser lá uma coisa muito certa, ele não estava se preocupando muito com isso. Mas infelizmente ainda era capaz de ouvir alguém correndo atrás de si. Ao olhar para trás, ele percebia a amiga.


Bridget Zeldalia Philomele,sua amiga de infância. Tinha belos e longos cabelos dourados, bem como olhos azuis. Trajava uma espécie de vestido diferente. Não era um daqueles que as mulheres usam geralmente em bailes ou outras situações. Era um vestido simples e diferente, de forma que mesmo que fosse belo,permitia fácil locomoção e execução de certas tarefas. Tinha 17 anos de idade e havia nascido em 07 de novembro,sendo portanto do signo de escorpião.


Sua pele era branca e seus olhos pareciam ser mais belos do que o céu. Seus lábios eram desejados por muitos, mas até o momento ela não se interessara... por QUASE nenhum homem. Suas curvas eram sem dúvida o normal para garotas de sua idade (ou pelo menos a maioria delas!): Não MUITO curvilínea, mas mesmo assim, deveras atraente. Só que não era o que parecia no momento, considerando o quanto Demétrius corria dela.


– Maldição!Se ela me pegar estou morto! Fuja, Demétrius! Fuja, fuja, fuja como o vento!


O rapaz começava a correr tão rápido quanto podia, e se não era tão rápido quanto o vento, pelo menos era o suficiente para fazer o mesmo abrir passagem, já que estava em sentido contrário ao dele. Independente disso,ainda podia ouvir os passos de Bridget atrás de si.


– Maldição! Como ela consegue correr tanto!? Aonde estão as garotas frágeis que se cansam rápido!?


Mas quando Demétrius começava finalmente a ganhar alguma dianteira frente a ela, ele ouvia uma coisa que não gostou. Nem um pouco.


– AAAAAAAAAAAAH!


– Quê!? É a voz da Bridget?


O rapaz parou imediatamente e começou a correr, agora em direção a garota.


Provavelmente tinha agora o dobro da velocidade de outrora. Chegando ao local afinal, ele se deparava com sua amiga encurralada em um canto e ao seu redor monstros em quantidade, cerca de 10 deles. Moradores daquela região, os goblins da floresta eram mais fracos em força física se comparados com alguns outros tipos de goblins. Mas ainda assim terríveis por usarem lâminas enferrujadas (ou clavas de madeira), provavelmente encontradas de guerreiros mortos a tempos pelo mundo, alguns deles cercavam a garota, talvez esse fosse o mais longe que Bridget poderia chegar, pois atacando de todos os lados, dois lobos eram velozes, um dos goblins atacaria com socos de um verdadeiro boxeador e ainda haviam mais dois goblins com clavas fazendo mira em sua cabeça. Mas antes que qualquer um dos golpes atingisse a bela rapariga, Demétrius dava um salto, parando entre ela e os ataques: Bloqueava alguns deles com a espada, outros com seu próprio corpo.


Mas não ficaria só nisso: Girando em mãos sua lâmina, ele desferia um corte na horizontal, que acertou em cheio a garganta de um lobo.
Logo em seguida aplicou um chute em um goblin, e no momento que este caía no chão sentiu o aço da espada atravessar seu peito, enquanto outros monstros recuavam dois passos para trás, analisando o inimigo a frente.

– Essa... passou perto. Você está bem, Bridget?


– Ah, você voltou a tempo... obrigada.


– Não agradeça ainda. Tem 8 monstros sobrando, e eu não tenho jeito de barrar todos os ataques E te proteger. Consegue conjurar alguma magia aí?


– Eu... só consigo com meu cajado, e não o trouxe.


– Tem que estar brincando... então, fuja daqui.


– Dem...


– Eu disse para fugir. Se eu conseguir, eu te apanho depois. Agora vai.


– Não, eu não vou te deixar aqui! - objetou a jovem, teimosa.


Demétrius bateu a mão na cara enquanto pensava...


"Ai,ai... porque você é tão cabeça-dura, hein Bridget?"


As criaturas já se aproximavam para o golpe que poderia ser o derradeiro, quando subitamente ouviam uma voz...


– TENEBRIS BLIZZARD...[Nevasca Sombria]


Subitamente inúmeros flocos de neve negros surgiam ao redor dos monstros, que compreendiam rapidamente o que aquilo era: Magia!
Antes que pudessem fazer algo porém, viam as partículas de água presentes no ar se reunindo... aumentando... cercando-os... até que...


– CONGLACIOR[CONGELEM].


A resposta da magia foi imediata. Cada um dos monstros foi instantaneamente preso em algo como um cubo de gelo negro, com suas expressões de pavor ainda estampadas em suas faces.


Demétrius e Bridget ainda observavam aquilo pasmados.


– Quem?


– Se vocês não conseguem nem se livrar de monstros tão ridículos, o que fazem no bosque em primeiro lugar? - falou alguém.


Quem seria tal pessoa!? Um aliado poderoso... ou um inimigo feroz?


Continua...

Um comentário:

  1. Gostei da música de abertura pra história. Só tinha lido teus contos de terror, mas o começo dessa história ficou bom, pretendo acompanhar.

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