segunda-feira, 2 de abril de 2012
GUILDVENTURES, MISSÃO 2: TESTAMENT, O MAGO!
Saindo de trás de alguns arbustos calmamente, um rapaz que aparentava uns 23 anos surgia.
Trajando um sobretudo negro, que tinha a mesma cor de suas outras vestes, ele tinha em mãos um cajado com um símbolo em sua ponta que lembrava a cabeça de um dragão vermelho com um rubi entre seus dentes. Em sua cabeça, um grande chapéu pontudo semelhante ao de bruxos e bruxas. Este parecia ter algumas formações duvidosas...
Mas aqueles olhos verdes... aqueles cabelos prateados... aquele sorriso de superioridade... Demétrius tinha certeza de ter visto em algum lugar.
– Você é... Testament "do Caos Elemental"?
Testament sorriu.
–Sim, meu caro. É interessante saber que até nesse fim de mundo rumores sobre mim já chegaram. Mas enfim, deviam levar mais a sério meu aviso. Crianças como vocês não deveriam estar aqui.
Bridget não acreditou, enquanto Demétrius permanecia parado observando o homem.
– Testament? Você? A magia que acabou de usar é um feitiço de gelo de alto-nível!!! Ele devia... AH! - subitamente a garota compreendera, mas era já tarde.
– ...ter congelado e despedaçado tudo na área de efeito... e vocês não iam querer isso, não é mesmo? Então eu regulei o efeito dele, deixando no mínimo possível.
Demétrius se aproximava do mago e agradecia a ajuda.
– Estaríamos bem arranjados se não tivesse aparecido. Devo-lhe uma.
O mago sorriu.
– Não me deve nada. Fiz isso mais para meu próprio benefício do que vosso. Agora se me dão licença...
Testament seguia seu caminho, quando foi parado pelas palavras de Demétrius.
– ...eu tenho uma pergunta...
– Não é minha obrigação respondê-la. - rebateu o mago, retomando o passo.
– Me escute.
– Não tenho tempo para suas lamúrias, jovem aventureiro.
– Espere!
Tarde demais, a imagem do homem desaparecia da frente deles como por magia(duh!).
– Tch...Se aquele era mesmo Testament, o que uma lenda viva como ele faz a...
– Isso não me diz respeito, sabe? - disse Bridget, terminando de dar um nó em algo.
– Sim, é verdade, mas...espere, QUEM ME AMARROU?
– Detesto mentirosos, caloteiros, hipocrisia e principalmente pessoas que não cumprem promessas...
Dizia isso a garota, tendo terminado de amarrar o seu amigo, e já o arrastando floresta afora.
– Gh! Maldita, me larga!
– Também te amo...-respondia ela e depois começava a assobiar, sem interromper a tarefa. - Eu já inscrevi nossos nomes, por via das dúvidas. Esperava por algo desse tipo e já peguei tudo o que precisava para fazer seu alistamento. Entrar no seu quarto é tão fácil para mim... "Olá Srª Delvarood, vim aqui buscar algo que Demétrius pediu para eu pegar!", "Ora certamente Zeldalia!"," Me chame de Bridget por favor,ohohohoho!"... o de sempre.
– Sua, sua...criminosa! Mude a sua carreira para ladina que vai se sair muito melhor do que como maga!
– Claro que não,magos tem muito mais estilo. Que graça tem chegar sorrateiramente em um acampamento, roubar as carnes dos espetos, afanar as carteiras dos infelizes e cortar suas gargantas sem que eles percebam? Muito melhor fulminar a todos com uma magia...
– Mas ladrões muito bem treinados se tornam mercenários e assasinos(A.K.A Algozes). Dizem que nada no mundo é mais rápido em combate do que um deles... não são chamados de assassinos a toa. - argumentava Demétrius.
– Ainda prefiro fulminar a todos com um magia. Duvido que o mais poderoso mercenário se esquive de uma chuva de meteoros.
"As garotas frágeis e delicadas se foram..." - pensava Demétrius, sendo arrastado. Além disso, será que Bridget achava que qualquer mago podia usar uma Chuva de Meteoros? Até onde sabia,só arquimagos e bruxas muito temidas de nível elevadíssimo conseguiam tal façanha.
E mesmo eles só usavam tal técnica em último caso, devido a seu grande potencial destrutivo. Se usada em uma cidade, devastaria tudo sem exceção e o conjurador seria considerado uma ameaça, passando a ser caçado... mas espere, quem gostaria de ir enfrentar alguém que sabe conjurar uma Chuva de Meteoros!? Ele ignorava esse fato, mas muita gente, de fato toparia tal missão por uma boa quantia. Mas não era esse o caso. Estavam sendo observados.
Demétrius já havia sido arrastado pelo tapete esverdeado do solo por um bom tempo, na verdade, arrancando pequenos pedaços vez ou outra.
No riacho, por vezes podia-se ver um pequeno talo verde, ou qualquer outro detrito, sempre a vagar na superfície das águas.
Aquela mata era realmente bela e qualquer um podia ver ao alto as nuves fazendo seu percurso, enquanto belas e livres andorinhas voavam em círculos naquele grande azulejo invertido, que era o céu.
O sol podia ser abrasador por vezes, e de tal forma que costumava obrigar um passante desavisado a fechar os olhos momentaneamente, quando seus flashs apareciam, tendo abrido caminho por entre os galhos da vegetação nativa...Que ocultava mais do que animais silvestres...
CONTINUA...
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Marrento esse Testament, mas acho que ele tem cara de vilão.
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