segunda-feira, 2 de abril de 2012

GUILDVENTURES, MISSÃO 3: YAMATO, O ALGOZ!

Demetrius e Bridget já tinham andado por tempo cons...Permitam-me corrigir: Bridget já havia arrastado Demétrius pelo chão por tempo considerável. É fato que estavam quase na saída do bosque,quando uma voz se fez ouvir, em tom tranquilo e ao mesmo tempo um pouco zombeteiro.



– O-hay-oooo, Princesinha. - foi o que a voz disse.


– Quem? - perguntou Bridget, sem largar a corda.


– Os manda-chuvas da Guilda me disseram para deixar vocês irem tranquilos, mas não posso deixar uma dessas passar... - falou a voz, para então prosseguir: - ...quer dizer então que achas que nós ladinos e assassinos, somos inúteis e fracassados?


– Errr...eu nunca disse isso...aliás,quem é você?


– ENTÃO! CONFIRMA O QUE DISSE, HÃ BRUXA!?Pois hás de pagar com sangue, minha jovem! - falou o alguém, sem sequer prestar atenção na resposta da garota.


– Hã,eu acabei de negar...


– Agora é tarde!!! E mesmo que nada mais, você nos julga fracos se comparados a magos, maldita (eu não acho que sobreviveria a uma chuva de meteoros, mas isso não vem ao caso agora!)! E essa eu não vou tolerar! En garde!


O rap...O moleque não parecia ter mais que 13 anos de idade, o que Demétrius e Bridget perceberam quando ele saía de seu esconderijo nas copas das árvores, passando para um galho mais baixo.
Seus olhos eram dourados e tinham a pupila semelhante a de um gato. Usava um cachecol branco, e uma roupa negra em sua maior parte. Era uma vestimenta nada comum para a época. Tratava-se de uma indumentária ninja que fora alterada por ele próprio para "que tivesse mais estilo": Nas áreas da mesma que cobriam o tórax e os membros inferiores, ela era negra, mas a parte que deveria ser a manga da vestimenta fora arrancada por ele:Por baixo dela uma vestimenta de mangas compridas da cor branca. Nas extremidades de sua roupa parecia haver uma espécie de tecido desconhecido, que em muito lembrava seda, mas não o era. Calçava botas negras. Tinha unhas relativamente grandes. Também usava luvas, mas de um tipo que não cobre os dedos.


Sua pele era branca, quase tanto quanto o luar. Seus dentes caninos também eram mais pontiagudos do que o normal, o que era fácil de se ver devido ao seu sorriso.


Seus cabelos eram também dourados, mas de um amarelo fraco, quase cinzento... e em meio a suas mechas podia-se ver suas orelhas de gato. Não era um humano.


Seu nome...


– Meu nome é Yamato, garota, qual é o se...


– Ninguém perguntou seu nome.


Yamato caía da árvore de onde se encontrava com o impacto das palavras. Claro que não foi nada comparado ao impacto que sentiu quando sua cabeça atingiu o chão.


– AIAIAIAIAIAIAI...Poatz,as princesinhas de hoje em dia não tem mais modos não, é? Tá tirando uma com a minha cara, é? Você perguntou - e nessa parte ele afinava a voz, imitando Bridget: -"Quem?" que eu ouvi,sua filha de mulher de vida fácil!


– Quem sabe?Mas não perguntei seu nome, bichano. - dizia Bridget, desamarrando Demétrius.


– Tch! - Yamato já estava começando a ficar fulo com aquilo tudo - Tá bom, então minazinha. Se é assim que tu quer, assim é que será. Se tu pedisse desculpas, taaalvez eu deixasse vocês saírem daqui inteiros, mas agora eu vou pegar pesado.


O pivete sacava duas adagas vermelhas, uma em cada mão. Em ambas as armas podia-se o brasão da guilda dos assassinos: Algo como o desenho de um crânio com um cachecol envolto em si.


– Vamos lá. Por enquanto é só aquecimento.


– Então você é da guilda dos assassinos... agindo por si só? Como alguém de pavio tão curto como você está entre os frios algozes? - dizia Demétrius, sacando sua espada.


Yamato sorria.


– Você não devia julgar baseado nas aparências, meu caro. Demétrius Delvarood, correto? Eu já o vi dormindo nesse bosque várias vezes, mas não haviam motivos para matá-lo. Agora é diferente... hoje eu vi seu nome na Guilda de Lenestriel... sucessores do palerma do Lezard. - falou ele.


– Você se atreve a falar assim de alguém que lutou pelo mundo todo contra a ameaça de destruição? - perguntou Demétrius, indignado.


– Me atrevo e já me atrevi, ou você é surdo. Escute: Lezard é história. Sei que hoje ele seria capaz de me matar com um golpe se aqui estivesse, mas eu VOU superá-lo. - afirmou Yamato, com um sorriso desenhado nos lábios.


– Só um pivete egocêntrico então...- falou Bridget.


– Tem certeza? - riu o garoto. - Olha, sem querer parecer cruel nem nada, mas sinceramente falando... Lezard é um idiota na minha opinião. De que vale lutar pela humanidade? Sempre vai ter pelo menos um que não vai estar feliz. Sempre vai ter um que vai querer tirar vantagem dos outros. Entendam isso, não vale a pena salvar a humanidade.


Diante de tais palavras, Lezard fechava a cara, enquanto caminhava a passos lentos na direção do garoto.


– Não vale a pena discutir com criança, Bridget. Yamato, agora quem não pode te deixar sair daqui impune sou eu.


– Hahaha, assim que se fala! Chame sua amiguinha. Vamos dançar! Espero que saiba os passos.


Demétrius olhou para Bridget e viu ela fazendo sinal de negação com a cabeça.


– Bridget não tem sua arma consigo nesse momento, pivete. Seu adversário sou eu.


Parecendo desapontado, Yamato suspirou.


– Anhé? Poxa, que saco... com uma maga ajudando suspeitei que dariam para o gasto pelo menos de alvos. Mas você sozinho não dá nem para a saída.


Esse foi um gancho de direita no orgulho de Demétrius.


– Ora, seu...! Venha e prove isso então!


– Às suas ordens. Adorarei provar isso uma vez que você esteja em boa condição. Vá até sua guilda e chame os magos de cura. Pegue o cajado de sua amiguinha para que ela lute junto a si. Quanto a mim,vou a cidade anunciar o duelo. Você pode lutar mano a mano comigo antes, se assim desejar. Mas esteja preparado para lamber o chão se escolher essa alternativa. Daqui a duas horas. Na arena central. Não se atrase.


Em um instante o pivete desaparecia(modo de dizer. Na verdade,ele dera um salto para uma árvore, para logo em seguida executar sua "fuga"):Tanto Bridget quanto Demétrius mal tinham tempo de perceber o moleque ganhando rapidamente a mata. Se não era um gato, certamente que era tão ligeiro quanto um. Como aquela rixa estúpida chegara a isso? Tinha alguma coisa estranha...


– Tem algo estranho nele. - falou Bridget - Ao mesmo tempo que é um pivete, ele também me pareceu tão sombrio... tão perigoso. Mesmo hoje ninguém fala de Lezard daquela forma...


– É verdade...- concordou Demétrius - Mas quem quer que seja não podemos deixar essa passar. Principalmente eu!!!


– Certo. Vamos chamar Marisa. Ela é a melhor alquimista que conheço, além de ter conhecimentos de bruxaria e magia de cura. Há de arranjar uma poção que te curará num instante.


Demétrius somente concordava com a cabeça. Yamato... quem era ele?Teria realmente puxado aquela briga por mero capricho? Ou seria aquilo um estratagema da guilda dos algozes? Seria um assassino normal? E Testament?O que uma lenda viva, um mago tão famoso quanto Crow Crystaller fazia ali?Demétrius tinha certeza, algo grande estava vindo. E estava ali. Começaria com aquele duelo. Começaria na batalha contra aquele rapaz, Yamato.
Mas na verdade, não podia estar mais enganado. O que estava por vir vinha de muito tempo atrás. Muito antes do que estava havendo. Tinha haver com "A Batalha Final no Castelo dos Ventos Gélidos". Mas também tinha a ver com... aquele que fora chamado "Inferno". Também tinha a ver... com a "linhagem Lechaos"...

GUILDVENTURES, MISSÃO 2: TESTAMENT, O MAGO!



Saindo de trás de alguns arbustos calmamente, um rapaz que aparentava uns 23 anos surgia.

Trajando um sobretudo negro, que tinha a mesma cor de suas outras vestes, ele tinha em mãos um cajado com um símbolo em sua ponta que lembrava a cabeça de um dragão vermelho com um rubi entre seus dentes. Em sua cabeça, um grande chapéu pontudo semelhante ao de bruxos e bruxas. Este parecia ter algumas formações duvidosas...

Mas aqueles olhos verdes... aqueles cabelos prateados... aquele sorriso de superioridade... Demétrius tinha certeza de ter visto em algum lugar.

– Você é... Testament "do Caos Elemental"?

Testament sorriu.

–Sim, meu caro. É interessante saber que até nesse fim de mundo rumores sobre mim já chegaram. Mas enfim, deviam levar mais a sério meu aviso. Crianças como vocês não deveriam estar aqui.

Bridget não acreditou, enquanto Demétrius permanecia parado observando o homem.

– Testament? Você? A magia que acabou de usar é um feitiço de gelo de alto-nível!!! Ele devia... AH! - subitamente a garota compreendera, mas era já tarde.

– ...ter congelado e despedaçado tudo na área de efeito... e vocês não iam querer isso, não é mesmo? Então eu regulei o efeito dele, deixando no mínimo possível.

Demétrius se aproximava do mago e agradecia a ajuda.

– Estaríamos bem arranjados se não tivesse aparecido. Devo-lhe uma.

O mago sorriu.

– Não me deve nada. Fiz isso mais para meu próprio benefício do que vosso. Agora se me dão licença...

Testament seguia seu caminho, quando foi parado pelas palavras de Demétrius.

– ...eu tenho uma pergunta...

– Não é minha obrigação respondê-la.
- rebateu o mago, retomando o passo.

– Me escute.

– Não tenho tempo para suas lamúrias, jovem aventureiro.

– Espere!


Tarde demais, a imagem do homem desaparecia da frente deles como por magia(duh!).

– Tch...Se aquele era mesmo Testament, o que uma lenda viva como ele faz a...

– Isso não me diz respeito, sabe?
- disse Bridget, terminando de dar um nó em algo.

– Sim, é verdade, mas...espere, QUEM ME AMARROU?

– Detesto mentirosos, caloteiros, hipocrisia e principalmente pessoas que não cumprem promessas...


Dizia isso a garota, tendo terminado de amarrar o seu amigo, e já o arrastando floresta afora.

– Gh! Maldita, me larga!

– Também te amo...
-respondia ela e depois começava a assobiar, sem interromper a tarefa. - Eu já inscrevi nossos nomes, por via das dúvidas. Esperava por algo desse tipo e já peguei tudo o que precisava para fazer seu alistamento. Entrar no seu quarto é tão fácil para mim... "Olá Srª Delvarood, vim aqui buscar algo que Demétrius pediu para eu pegar!", "Ora certamente Zeldalia!"," Me chame de Bridget por favor,ohohohoho!"... o de sempre.

– Sua, sua...criminosa! Mude a sua carreira para ladina que vai se sair muito melhor do que como maga!

– Claro que não,magos tem muito mais estilo. Que graça tem chegar sorrateiramente em um acampamento, roubar as carnes dos espetos, afanar as carteiras dos infelizes e cortar suas gargantas sem que eles percebam? Muito melhor fulminar a todos com uma magia...

– Mas ladrões muito bem treinados se tornam mercenários e assasinos(A.K.A Algozes). Dizem que nada no mundo é mais rápido em combate do que um deles... não são chamados de assassinos a toa.
- argumentava Demétrius.

– Ainda prefiro fulminar a todos com um magia. Duvido que o mais poderoso mercenário se esquive de uma chuva de meteoros.

"As garotas frágeis e delicadas se foram..."
- pensava Demétrius, sendo arrastado. Além disso, será que Bridget achava que qualquer mago podia usar uma Chuva de Meteoros? Até onde sabia,só arquimagos e bruxas muito temidas de nível elevadíssimo conseguiam tal façanha.

E mesmo eles só usavam tal técnica em último caso, devido a seu grande potencial destrutivo. Se usada em uma cidade, devastaria tudo sem exceção e o conjurador seria considerado uma ameaça, passando a ser caçado... mas espere, quem gostaria de ir enfrentar alguém que sabe conjurar uma Chuva de Meteoros!? Ele ignorava esse fato, mas muita gente, de fato toparia tal missão por uma boa quantia. Mas não era esse o caso. Estavam sendo observados.
Demétrius já havia sido arrastado pelo tapete esverdeado do solo por um bom tempo, na verdade, arrancando pequenos pedaços vez ou outra.

No riacho, por vezes podia-se ver um pequeno talo verde, ou qualquer outro detrito, sempre a vagar na superfície das águas.

Aquela mata era realmente bela e qualquer um podia ver ao alto as nuves fazendo seu percurso, enquanto belas e livres andorinhas voavam em círculos naquele grande azulejo invertido, que era o céu.
O sol podia ser abrasador por vezes, e de tal forma que costumava obrigar um passante desavisado a fechar os olhos momentaneamente, quando seus flashs apareciam, tendo abrido caminho por entre os galhos da vegetação nativa...Que ocultava mais do que animais silvestres...



CONTINUA...